quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O que é a TI?

Introdução

Em seu início, a computação era tida como um mecanismo que tornava possível automatizar determinadas tarefas em grandes empresas e nos meios governamentais. Com o avanço tecnológico, as "máquinas gigantes" começaram a perder espaço para equipamentos cada vez menores e mais poderosos. A evolução das telecomunicações permitiu que, aos poucos, os computadores passassem a se comunicar, mesmo estando em lugares muito distantes geograficamente. Como conseqüência, tais máquinas deixaram de simplesmente automatizar tarefas e passaram a lidar com Informação.

Informação

A informação é um patrimônio, é algo de valor. Não se trata de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa ou uma empresa possa tirar proveito. A informação é inclusive um fator que pode determinar a sobrevivência ou a descontinuidade das atividades de um negócio. E isso não é difícil de ser entendido. Basta imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira perdesse todas as informações de seus clientes...
Apesar de possível, muito dificilmente uma empresa de grande porte consegue perder suas informações, principalmente quando se fala de bancos, cadeias de lojas, entre outros. No entanto, o que ocorre com mais freqüência é o uso inadequado das informações adquiridas ou, ainda, a sub-utilização destas. É nesse ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.

Tecnologida da Informação

A Tecnologia da Informação (TI) pode ser definida como um conjunto de todas as atividades e soluções providas por recursos de computação. Na verdade, as aplicações para TI são tantas - estão ligadas às mais diversas áreas - que existem várias definições e nenhuma consegue determiná-la por completo.
TISendo a informação um bem que agrega valor a uma empresa ou a um indivíduo, é necessário fazer uso de recursos de TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das informações um diferencial competitivo. Além disso, é necessário buscar soluções que tragam bons resultados, mas que tenham o menor custo possível. A questão é que não existe "fórmula mágica" para determinar como utilizar da melhor maneira as informações. Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda de desempenho e competitividade podem ocorrer.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de computadores comprando máquinas com processadores velozes, muita memória e placa de vídeo 3D para funcionários que apenas precisam utilizar a internet, trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a companhia fez gastos desnecessários. Comprar máquinas de boa qualidade não significa comprar as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários. Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com vídeo integrado à placa-mãe (onboard) e monitor de 15" para profissionais que trabalham com Autocad.

Para esses funcionários, o correto seria fornecer computadores que suportassem aplicações pesadas e um monitor de, pelo menos, 17". Máquinas mais baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad, porém com lentidão, e o monitor com área de visão menor daria mais trabalho aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a aquisição das máquinas reflete diretamente no desempenho dos funcionários. Por isso, é preciso saber quais as necessidades de cada setor, de cada departamento, de cada usuário.

Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500 usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa não tem expectativa de aumentar seu quadro de funcionários, comprar um servidor deste porte é o mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5 pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede ficará indisponível e certamente atrapalhará as atividades da empresa. Além disso, se a rede não estiver devidamente protegida, dados sigilosos poderão ser acessados externamente ou mesmo um ataque pode ocorrer.

Com os exemplos citados anteriormente, é possível ver o quanto é complicado generalizar o que é TI. Há ainda vários outros aspectos a serem considerados que não foram citados. Por exemplo, a empresa deve saber lidar também com segurança, com disponibilidade, com o uso de sistemas (eles realmente devem fazer o que foi proposto), com tecnologias (qual é a melhor para determinada finalidade), com recursos humanos qualificados, enfim.

A TI é algo cada vez mais comum no dia-a-dia das pessoas e das empresas. Tudo gira em torno da informação. Portanto, quem souber reconhecer a importância disso, certamente se tornará um profissional com qualificação para as necessidades do mercado. Da mesma forma, a empresa que melhor conseguir lidar com a informação, certamente terá vantagens competitivas em relação aos concorrentes.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Tecnologia GPS: Entenda como são feitos os mapas para os aparelhos!




Olhe para o céu numa noite bastante escura, preferencialmente de um ponto isolado, sem luz e nem poluição, no meio do campo, tente perceber as estrelas numa linguagem antiga, pergunte a si mesmo se você seria capaz de se locomover no Oceano Atlântico baseado nelas. Acredito que seria difícil não é mesmo? Embora seja "romântico" esse método da antiguidade era a revolução tecnológica da época! Mas, imagine hoje você conhecer cada centímetro de um percurso, saber exatamente onde irá entrar e sair para chegar a um determinado destino? Pois é, já é possível viver essa realidade, utilizando o seu aparelho GPS! Mas, como esse aparelhinho, que, aliás, hoje pode estar num simples celular ou Smartphone, é feito?

Tecnologia que existe desde 1973, está diferente, ágil e muito avançada neste despontar do século XXI. Ela foi criada para superar às antigas formas de mapeamento, embora inicialmente às finalidades fossem mais militares, passou a ser utilizada civilmente dentro de uma das 02 freqüências de rádio que ela emite. Assim, aos poucos o GPS foi se adaptando e modernizando, custando inicialmente em 1995, cerca de 10 bilhões de dólares, para se tornar totalmente operacional.

Conceito de mapeamento para aparelhos móveis:


Ao programar seu aparelho GPS para chegar a um determinado ponto, você já parou para pensar como aquele mapa de sua cidade foi feito? Acredito que muitos curiosos já pensaram nisso, mas, poucos tentaram descobrir de verdade, não é mesmo? Nós nos incubemos de lhe informar passo a passo à forma de mapeamento de uma cidade, para disponibilizá-lo no seu aparelho. Quem imaginou que existe um segredo guardado debaixo de sete chaves se enganou, porque na verdade o que existe são dois grandes processos, por sinal, muito trabalhosos.

Para a criação de um mapa que será programado em seu aparelho, empresas especializadas como a Digibase, desenvolvem mapas das cidades utilizando-se de dois processos: Compilação e pesquisa de campo. Esta última exigirá muitos profissionais e um trabalho que o próprio nome já explica tudo! Obviamente devemos ter em mente que no mapa vetorial às linhas que representam às ruas, podem informar em movimento geral um determinado ponto em latitude e longitude, mas, precisa de complementação, isso se dá através da pesquisa in loco!

Compilação:
A compilação é um levantamento sistemático de uma infinidade de fontes de informação geográfica da cidade, esta por sua vez, se utiliza de mapas hidrográficos, plantas oficiais, planejamentos administrativos de obras, posicionamento de logradouros, etc. Neste processo os desenvolvedores do mapa contam ainda com a ajuda de imagens de satélite em alta resolução. Essas ferramentas vão formando à primeira parte do mapa que será montado e desenvolvido.

Pesquisa de campo:
No segundo momento da formulação do mapa será necessário que o roteiro ganhe precisão, isso através da numeração de vias, posicionamento de faixas, sinalização de trânsito, e localização. É importante que informações de locais que podem ser utilizados como referências sejam copiladas, por isso, hotéis, restaurantes, shoppings, hospitais, entre outros, são minuciosamente estudados em cada roteiro. Este trabalho é totalmente realizado pelo analista geográfico, que de dentro de um carro, utilizando uma câmera, computador e caderneta, traça todos os detalhes.

É preciso que no mapa não ocorra de o percurso apresentar algum erro, como um avanço por uma rua na contra-mão, entrar em uma zona de perigo, como trechos de favelas, que, aliás, são apresentadas nos mapas, como "região de perigo". Neste processo o analista geográfico, conta sempre com um motorista que conhece bem a região e que pode orientá-lo com uma maior precisão.


Finalização do processo:


Após essas duas etapas, o mapa é formulado dentro do software de navegação e utiliza-se dessas coordenadas para que o indivíduo possa criar o roteiro que fará! Atualmente estamos bem avançados e qualquer pessoa, mesmo andando a pés, pode utilizar o navegador, até porque de um simples celular podemos traçar um roteiro e realizar o deslocamento seguro do destino final. Apostando nessa modernidade foi que a Nokia comprou a maior desenvolvedora de mapas para GPS, Navteq, por mais de 8 bilhões de dólares. Atualmente às empresas fabricantes de celulares disponibilizam os mapas gratuitamente, como a Nókia que dispõe do Ovi Mapas, a Motorola do Motonav TN20. Não existem mais dificuldades de locomoção estando de carro ou a pés, basta que esteja sempre com o celular e com um bom software de navegação.

A TI do futuro ou, o futuro da TI


Atualmente para transportar algo ou mover-se de um lugar a outro dispomos de inúmeras opções e meios: carro, táxi, veículo próprio ou alugado, estradas, ferrovias, etc. O que isso tem a ver com TI (Tecnologia da Informação)? É que para falar sobre as transformações que estão acometendo os negócios associados a TI, faremos uma analogia ligada às alternativas de transporte.

Se você optar por utilizar apenas táxis ou carros alugados para locomover-se, poderá pensar em alguns inconvenientes: e meus objetos pessoais, e se o veículo falhar, e se não existirem veículos disponíveis, e as manutenções? Da mesma forma, buscaremos explorar questionamentos que se apresentam às empresas consumidoras das novas ofertas de TI, tais como: BPO, SaaS e serviços gerenciados.

A evolução da TI é cada vez mais acentuada e tem propiciado o surgimento de inúmeras novas empresas e modelos de negócio. Num cenário em que as pessoas optassem por mudar seus hábitos de transporte, utilizando mais táxis e carros alugados, como seria a participação das fábricas, das revendas e das oficinas automotivas? Da mesma forma, com os avanços da TI, como poderá vir a ser o papel da TI nas empresas e o das empresas de TI?

Não há dúvidas de que a TI contribui muito para que as empresas melhorem sua eficiência operacional e ganhem agilidade na condução dos negócios, mas ainda existe uma dificuldade grande para justificar os gastos e calcular o retorno sobre os investimentos em TI. Com o aumento da complexidade para administração e a flexibilidade para contratação de serviços especializados, que variam conforme a extensão e a modalidade (co-location, hosting, SaaS, BPO, etc.), os departamentos de TI têm sofrido mudanças sensíveis na sua forma de atuação, permitindo às organizações concentrarem esforços nas suas competências centrais e ter maior visibilidade sobre os custos da TI. Diante desses acontecimentos, os relacionamentos entre empresas, parceiros, fornecedores e prestadores de serviços, no campo da TI, também estão se alterando.

Voltando aos questionamentos, as organizações devem mudar os hábitos de contratação de aplicações, serviços ou infraestrutura de TI? Todas as empresas devem avaliar continuamente formas de melhorar a produtividade, a qualidade e a continuidade dos seus negócios, diante das novas ofertas e modalidades disponíveis para TI, só não deveriam postar-se indiferentes. Dados dos principais institutos de pesquisa apontam para crescimentos na terceirização da TI, pelos próximos 5 anos, a taxas anuais superiores a 4%.

Como garantir a segurança dos dados e que os processos funcionarão adequadamente? O ditado ? ?O que não se mede não se melhora/gerencia? ? é bastante apropriado para essa situação, o primeiro passo é ter processos e políticas muito bem estruturados, implementados e documentados, só depois você terá condições de estabelecer metas, medidas e contratos que te permitirão regular e cobrar conforme o estabelecido. Esse deve ser o principal motivo para que mais da metade dos processos de outsourcing de TI não correspondam satisfatoriamente às expectativas iniciais de qualidade e custo.

Com relação a algumas novas ofertas de outsourcing para TI, a terceirização de processos de negócio (BPO) tem sido adotada para funções específicas (ex: recursos humanos, contabilidade e central de suporte), a contratação de software, ou infraestrutura, como serviço (SaaS/IaaS), com ajuste dinâmico da capacidade às variações da demanda e pagamento pelo consumo/uso, tem sido mais procurada para aplicações específicas (ex: CRM, ERP e E-mail), e por último, a terceirização da gestão de um ambiente ou aplicação (serviços gerenciados), mais empregada para melhoria da qualidade pela especialização do fornecedor (ex: rede, segurança da informação, colaboração e gestão de documentos).

Com essas transformações, os fornecedores e as revendas tendem a se aproximar mais dos seus clientes e dos negócios dos seus clientes, com uma abordagem mais consultiva e modalidades mais flexíveis para comercialização de seus bens e serviços, nas empresas, o papel da TI tende a parecer mais como o de uma agência reguladora, conhecedora do negócio, das normas e das demandas, e controladora dos relacionamentos com os parceiros, mais focada e alinhada com as necessidades do negócio.

No contexto empresarial é quase automático associar o transporte à logística ? prática responsável pela gestão do fluxo e do armazenamento de materiais ou produtos ? se consideramos os ativos digitais, a TI tem tudo a ver com logística.